De helicóptero, Witzel e policiais atiram em local de oração de evangélicos no Rio


Governador do Rio sobrevoou comunidade em Angra dos Reis de helicóptero com policiais, que efetuaram vários disparos a esmo.


Publicado em 09/05/2019.

Governador Witzel e policiais em operação em Angra dos Reis. Reprodução de vídeo.

Sob pretexto de “acabar de vez com a bandidagem”, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), sobrevoou com policiais, de helicóptero, uma comunidade de Angra dos Reis, conhecida como trilha do Monte do Campo Belo, no último sábado (4). Do alto, um policial disparou vários tiros. Segundo moradores, um dos alvos foi uma barraca no alto de um morro, local de oração para evangélicos do bairro.

“Acabou a bagunça! Vamos botar fim na bandidagem em Angra dos Reis” – diz Witzel no vídeo.

Ninguém foi atingido pelos disparos, pois não havia pessoas no local no momento da operação. O vídeo foi publicado por Witzel nas redes sociais.

“Aquela barraquinha foi criada pelos irmãos evangélicos. É um local que não tem ponto de tráfico, é tranquilo. Se tivesse um grande número, como sempre está, tinha morrido alguém, porque eles atiraram na tenda azul” – declarou Rodrigo Bernardes, um morador do bairro.

A polícia alegou que a barraca foi montada pelos traficantes, e era usada como ponto de observação.

Governador dormiu com a família em hotel de luxo

Após a chuva de balas a esmo, Witzel se hospedou com a família no hotel Fasano, de altíssimo luxo, onde passou o fim de semana. A diária mais barata custa R$ 1.600 por pessoa. O governador alegou ter pagado as despesas do próprio bolso. Antes ele disse que recebeu cortesias do hotel, o que viola o Código de Conduta da Alta Administração Estadual.

Ação “genocida” foi denunciada à ONU e à OEA

A deputada Renata Souza (PSOL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), encaminhou denúncia contra a “política de massacre” de Witzel à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA). No documento, Renata cita a operação em Angra e pede que as instituições solicitem uma manifestação das autoridades brasileiras sobre os fatos e tomem providências a respeito.

Caso a denúncia seja aceita, Brasil poderá responder internacionalmente pela letalidade das operações policiais sob o comando de Witzel.

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