Feminicídio em SP: Mulheres são mortas por cônjuges, familiares, amigos e vizinhos, aponta levantamento


Dados revelam que número de feminicídios dobrou no estado de São Paulo, no 1° bimestre do ano.


Publicado em 05/04/2019.

Foto: Ativismo Protestante.

Levantamento feito pelo portal G1Globo News mostrou que mulheres são assassinadas por cônjuge, ex-cônjuges, familiares, amigos e vizinhos –  no estado de São Paulo. Na maioria dos casos, o feminicídio tem como autor o cônjuge, seguido por vizinhos, ex-cônjuges e os próprios pais.

Os dados apontaram ainda um crescimento vertiginoso no número de feminicídios no estado: dobrou o número de mulheres assassinadas no 1º bimestre de 2019, de 13 para 26, em relação ao mesmo período de 2018.

Quem mata a mulher:

• Cônjuge/companheiro/namorado (23,8%)
• Vizinhos (21,1%)
• Ex-cônjuge/ ex-companheiro/ex-namorado (15,2%)
• Pai ou mãe (7,2%)
• Amigos (6,3%)
• Irmãos (4,9%)
• Patrão ou colega de trabalho (3%)

Quase metade dos feminicídios aconteceu dentro do próprio lar da vítima:

• Em casa (42%)
• Na rua (29,1%)
• Internet – redes sociais e aplicativos (8,2%)
• Bar, balada (2,7%)
• Na escola, faculdade (1,4%)
• Outro lugar (9%)

Outros crimes violentos, como homicídio doloso, latrocínio e estupro, tiveram queda no mesmo período

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu criar 40 novas Delegacias da Mulher (DDMs) até o fim de sua gestão, que funcionarão 24 horas. A partir do dia 29 de março, sete delegacias passaram a funcionar 24 horas na capital paulista. Antes, apenas uma funcionava em período integral.

A diretora das Delegacias de Defesa da Mulher enfatizou a importância das mulheres registrarem as agressões que antecedem o feminicídio:

“Dificilmente, essa mulher é morta da primeira vez. Não foi a primeira coisa que aconteceu contra ela, a morte. Essa mulher vem de um ciclo de violência, em um primeiro momento foi xingada, depois tomou um empurrão, um safanão. Temos que incentivar a mulher ir à delegacia de polícia assim que for xingada e apanhar. A partir do momento que a mulher deixa de ir à delegacia, de procurar ajuda, o homem passa a ser mais violento.”

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