Google homenageia transexual Brenda Lee, ativista de direitos humanos


Transexual, Brenda Lee foi pioneira na luta contra a homofobia no Brasil.


Publicado em 29/01/2019.

Doodle em homenagem à Brenda Lee, ativista transexual de direitos humanos, na página inicial do Google. Reprodução.

No Dia da Visibilidade Trans, 29 de janeiro, o Google homenageou com um Doodle, em sua página inicial, a transexual Brenda Lee, ativista dos direitos humanos e da comunidade LGBTI+. Lee foi um importante nome na luta pelo fim da violência e preconceito contra homossexuais, na década de 90.

Brenda Lee. Reprodução da internet.

Origens e militância

Brenda Lee nasceu em Bodocó, Pernambuco, em 10 de janeiro de 1948. Completaria 71 anos. Seu nome de batismo era Cícero Caetano Leonardo. Já na infância, adotou o nome de Caetana. Aos 14 anos, deixou sua terra natal e veio para São Paulo, onde adotou o nome pelo qual ficaria eternamente conhecida.

Brenda Lee na infância e adulta. Reprodução da internet.

Em São Paulo, Lee comprou uma casa de quatro andares no centro da cidade, em 1984, a qual transformou em um refúgio para pessoas transexuais e travestis, motivada por uma onda de violência e crimes de ódio contra essas pessoas. Chamado de “Palácio das Princesas”, o local se transformou em uma das primeiras referências para pessoas com HIV/AIDS.

Reprodução da internet.

Pouco tempo depois, o local passou a se chamar “Casa de Apoio”, um espaço de cuidado e atenção a pacientes com HIV/AIDS – fossem eles trans ou não. Em 1992, a Casa de Apoio foi reconhecida legalmente e filiada ao Hospital Emílio Ribas. Em março de 2016, reabriu, acolhendo travestis e transexuais, portadores de HIV.

Atualmente, a Casa de Apoio conta com quatro andares, seis quartos ocupados, sala de estar, de TV, cozinha, banheiro, recepção, laje com varanda e tem capacidade para atender 25 usuárias. Para ser acolhida, a pessoa positiva passa por uma conversa com um assistente social. A acolhida é temporária e o espaço oferece desenvolvimento profissional, orientação legal e jurídica e apoio psicológico.

A Casa de Apoio Brenda Lee também oferece atividades e engajamento social, com treinamento de lideranças, comunidades e defesas, workshops. Além disso, oferece serviços de aconselhamento quanto à orientação sexual.

O local se mantém com incentivo recebido de uma parceria entre estado e município, o aluguel de um terreno que comprou para a construção de uma nova casa e as vendas de objetos doados ao brechó.

A Casa de Apoio é reconhecida como um espaço histórico de luta e resistência contra a homofobia.

Morte brutal

Segundo o Diário de Pernambuco, Brenda Lee foi brutalmente assassinada em 28 de maio de 1996, aos 48 anos, com um tiro na boca e um no peito. Seu corpo foi abandonado em um terreno baldio – na capital paulista. Dois irmãos foram condenados pelo crime, Gilmar Dantas Felismino, ex-funcionário de Brenda, e José Rogério de Araújo Felismino, policial militar. O funcionário teria tentado dar um golpe financeiro em Lee e acabou descoberto, o que motivou o crime.

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