Henrique Vieira: O cristianismo deve perdão aos LGBTs


Pastor batista, Henrique Vieira diz que “teologia cristã faz uma leitura literalista e descontextualizada da bíblia, que aprisiona corpos, difunde medo, distribui culpa”, para condenar LGBTs.


Publicado em 17/12/2018.

Pastor Henrique Vieira. Reprodução de vídeo.

Em texto publicado em seu perfil no Facebook, o pastor Henrique Vieira, da Igreja Batista do Caminho, no Rio de Janeiro, criticou a teologia cristã que propaga o medo e condena os homossexuais, promovendo sua exclusão e legitimando a homofobia em nome de Deus. Vieira disse que esse cristianismo deve perdão aos gays:

“O Cristianismo deve perdão aos LGBTs. Sim, porque parte da teologia cristã faz uma leitura literalista e descontextualizada da bíblia que aprisiona corpos, difunde medo, distribui culpa, mascara opressões e não se rende à centralidade do amor. Dessa forma, em vários ambientes, LGBTs são submetidos a ritos de exorcismo, processos de “cura”, são excluídos, impedidos de se batizar, celebrar a ceia, ocupar cargos. Em nome do “texto pelo texto” se esconde a Palavra de Deus e se legitima violências. Que Deus nos ajude a criar ambientes onde o amor seja a base de tudo e o verdadeiro critério do que é abençoado por Deus.”

Vieira lembra que Jesus também foi vítima de crime de ódio dos religiosos, porque sua liberdade amorosa era um incômodo para a sociedade da época, assim como os homossexuais, negros e indígenas:

“Líderes religiosos gananciosos e hipócritas odiaram Jesus e o entregaram para ser morto. A liberdade amorosa de Jesus incomodava as estruturas de poder e de controle. A cruz era um sistema de tortura, porque não bastava matar, era preciso impor sofrimento e fazer com que a pessoa sentisse no corpo as razões de sua morte. Assim são os crimes de ódio ao longo da história. Assim são crimes cometidos contra mulheres, negros, lgbts, indígenas…Quem crê em Jesus não pode ficar em silêncio diante destas violências.”

Em outro post, o pastor menciona o amor incondicional de Deus a ser seguido, que inclui e não julga perversamente:

“O amor é a experiência mais profunda e verdadeira de Deus. O amor que lança fora todo medo e toda culpa. O amor que é incondicional e não desiste nunca. O amor que acolhe e cuida. Deus não é um juíz perverso, vigilante e que fica distribuindo prêmios ou castigos. Deus é Amor, o Amor.”

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