Grupo ‘Evangélicos com Haddad pela democracia’ reúne 4 mil pessoas no Facebook


A favor de Haddad, evangelicos se mobilizam em grupo no Facebook, para fazer frente ao apoio massivo de religiosos conservadores ao candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro.


Publicado em 24/10/2018.

Reprodução da internet.

O grupo “Evangélicos com Haddad pela democracia” já reúne mais de 4 mil seguidores no Facebook, entre homens e mulheres, que se declaram contrários ao candidato de extrema-direita. Antes denominado “Evangélicos contra Bolsonaro”, o grupo foi criado no dia 13 de setembro, para fazer frente ao grande número de evangélicos que declararam apoio ao candidato à presidência da República Bolsonaro (PSL), de extrema-direita. Políticos e lideranças evangélicas que apoiam o candidato também são alvos de críticas e rejeição, como os pastores Silas Malafaia, o deputado Marco Feliciano (Podemos) e o ex-senador Magno Malta (PR).

A única restrição para entrar no grupo é não ser “bolsominion”, apelido dado aos seguidores de Bolsonaro. Mesmo segmentado para evangélicos de esquerda, o grupo aceita qualquer pessoa, independente de religião, ideologia política e candidato. Nem todos são evangélicos.

No grupo, é proibido postar fake news, atitudes agressivas e conteúdo de fontes que apoiam ideias extremistas, como Gospel Prime, MBL, Pleno News e O Antagonista, segundo as regras que regem a convivência dos membros.

“Vamos focar em compartilhar conteúdo multimídia de qualidade, que nos ajude a divulgar, demonstrar e confrontar as ideias extremistas do candidato de extrema-direita” – diz uma das regras do grupo.

Segundo os membros, que votaram em candidatos diversos no primeiro turno, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Cabo Daciolo (Patriotas) e João Amôedo (Novo), o candidato Fernando Haddad (PT) é a melhor alternativa para a democracia, enquanto Bolsonaro representa um risco a ela. Confrontar as ideias de Bolsonaro – como apoio à tortura e a torturadores, armamento civil e licença para policiais matarem em serviço (excludente de ilicitude) – com as verdades bíblicas é uma constante nas publicações no grupo, sempre mostrando a incompatibilidade da intolerância e do extremismo político do candidato com o amor de Jesus descrito na Bíblia. O amor de Deus para com os pecadores, minorias, pobres e excluídos também é sempre lembrado.

Alguns membros propõem estratégias para além do grupo, como panfletagem nas ruas e participação em entidades civis. Também são debatidos temas progressistas, como descriminalização do aborto, pena de morte e casamento homoafetivo.

É comum relatos de agradecimento e testemunhos de perseguição sofrida pelos membros, tanto na igreja quanto na família, por defenderem ideias progressistas. Muitos dizem se sentir acolhidos e felizes, por terem encontrado o grupo e descobrirem que não estavam sozinhos.

Veja alguns posts:

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