Malafaia e Feliciano não têm influência para eleger ninguém, diz pesquisa


“Os pastores Silas Malafaia, Marco Feliciano e Everaldo foram considerados os que menos representam os fiéis.”

Silas Malafaia, Marco Feliciano e Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao jornal O Globo, em março deste ano, Malafaia cravou que “80% do voto evangélico irá para Bolsonaro nessas eleições”, pois ele “é o único que defende diretamente a ideologia da direita”. O jornal ainda afirmou que o pastor da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo decidiu apoiar a candidatura à presidência do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), principalmente nas redes sociais, onde atua como ‘influencer’ evangélico. O pastor e deputado Marco Feliciano (Podemos) também não esconde de ninguém sua fidelidade e apoio a Bolsonaro. Mas uma pesquisa recente realizada durante a Marcha para Jesus 2018, o maior evento cristão do Brasil, mostrou o contrário: Malafaia e Feliciano não só têm baixíssima influência sobre o público evangélico, como também têm alta rejeição no meio dele. Ou seja, os pastores militantes da extrema-direita não conseguiriam eleger ninguém com seu ativismo político.

Os resultados apontaram que os evangélicos seguem o mesmo sentimento da maioria da população no cenário atual, de descrença nas instituições públicas e falta de identidade com lideranças evangélicas midiáticas e políticas. A maioria não sente representada por essas figuras.

Os pastores Silas Malafaia, Marco Feliciano e Everaldo foram considerados os que menos representam os fiéis. O índice de rejeição foi de 38,77% para o membro da bancada evangélica na Câmara, Marco Feliciano, 37,35% para Silas Malafaia e 34,04% para o pastor Everaldo. Apenas 10,87% disseram se sentir representados por Malafaia, 10,17% por Feliciano e 7,57% por Everaldo.

Quando a pergunta muda de “representa” para “representa muito”, a rejeição é ainda maior aos três pastores: 9,22% para Malafaia, 5,20% para Feliciano e 2,36% para Everaldo.

O coordenador da pesquisa, professor Leandro Ortunes, concluiu que, com esse baixo índice de representatividade, é praticamente impossível Malafaia direcionar votos para quem quer que seja: “Malafaia não tem poder para eleger ninguém, embora diga ter”.

A pesquisa ainda apontou Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) como os preferidos dos evangélicos que participaram da Marcha.

Clique aqui para conferir alguns resultados da pesquisa, já publicados pelo Ativismo Protestante.

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