Editorial | Parada gay, da diversidade e da luta


“Um desabafo despudorado de quem conhece de perto a covarde repulsa cotidiana ao diferente.”


Fotos: Ativismo Protestante

Estivemos pela primeira vez na Parada Gay de São Paulo, ou 22° Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, e foi uma experiência muita boa e surpreendente, pois vimos realmente uma parada da diversidade e da luta. Da Avenida Paulista, descendo pela Consolação, rolou de tudo, desde amor até política e religião, com muita alegria por todos os cantos.

FB_IMG_1528062965203

Do tradicional ao moderno: diversidade

Entre blocos puxados e animados por dezoito carros elétricos, um público diverso dançava empolgado. Havia solteiros, casados, crianças, famílias tradicionais e modernas, gays, héteros, trans, cis, etc. Exclusão não encontrou lugar ali.

Celebração do amor

Casais homossexuais e héteros, blindados pelo ar da tolerância, celebravam sem medo o amor, em todas suas formas. Não havia nenhum espaço para olhares que julgam e condenam. A naturalidade da violência gerada pelo preconceito estrutural e institucional foi sufocada e extinguida pela espontaneidade do beijo e do abraço sem limites, sem censura. Um desabafo despudorado de quem conhece de perto a covarde repulsa cotidiana ao diferente.

Política

O tema “Poder para LGBTI+: Nosso Voto, Nossa Voz” deixou claro o tom político dessa edição da Parada. Discursos acalorados pediam o fim da violência e da intolerância contra a população LGBT. Artistas como Pabllo Vittar e Anitta engrossavam esse coro contra a LGBTfobia. Grupos ligados à partidos políticos e pessoas sozinhas carregavam placas com as frases “Fora Temer” e “Lula livre”.

Religião

O bloco de Tel Aviv,  com a participação do estilista Alexandre Herchcovitch como embaixador, gerou protestos por parte de ativistas gays de esquerda, que acusaram a Parada de ser conivente com os crimes cometidos por Israel na Palestina.

FB_IMG_1528066960728.jpg

Diversidade cultural

Cada bloco tocava um tipo de música, de eletrônica a axé. Havia diversão para todos os gostos. É a festa da inclusão. Fantasias davam um tom de irreverência ao desfile.

FB_IMG_1528062974500

FB_IMG_1528062984813FB_IMG_1528063009488

Luta e resistência

A luta contra o massacre da população LGBT esteve representada na lembrança da morte da vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros no Rio de Janeiro. Sua companheira, a arquiteta Mônica Benício, esteve presente no evento e discursou: “Isso aqui é um ato de resistência”.

Enfim, foi uma grande demonstração de amor ao próximo, tolerância, luta, resistência, solidariedade, fraternidade e liberdade. Tudo que precisamos para sermos uma sociedade menos violenta.

Acompanhe nossos Editoriais!

 

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s