Editorial | O que vimos na 3ª Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo MST em São Paulo

Foto: Ativismo Protestante.

Durante quatro dias (de 3 a 6 de maio), cerca de 260 mil pessoas passaram pela 3ª Feira Nacional da Reforma Agrária, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Parque da Água Branca, na região central da cidade de São Paulo (SP). Mais do que uma simples feira de alimentos saudáveis, conhecidos como agroindustrializados, foi um espaço de muita cultura e lazer, além de debates políticos. Uma verdadeira celebração da vida, da cultura popular e da diversidade do Brasil.

Estivemos por lá e descrevemos abaixo algumas sensações que tivemos. Com fotos nossas.

Produtos agroindustrializados

Segundo o MST, agroindustrialização é o “processo de transformar alimentos ‘in natura’ em produtos diferenciados e com valor agregado”. As agricultoras e agricultores de todo o país trouxeram seus produtos 100% naturais, direito dos assentamentos do MST para a região urbana. Cerca de 420 toneladas de banana, mandioca, feijão, arroz, geleia, mel, biscoitos e outras centenas de produtos orgânicos foram comercializados, segundo informou o “Brasil247”.

Culinária regional

No espaço “Culinária da Terra”, pratos típicos de várias regiões do país – como pato no tucupi, bode com cuscuz, vatapá baiano e assaí – eram oferecidos ao público. Um verdadeiro banquete de 75 iguarias, espalhadas por barracas que representavam diversos Estados, como Amazônia, Bahia e Maranhão.

Literatura

Uma tenda literária foi montada, com diversas obras pertinentes aos movimentos sociais e à esquerda. Extensa literatura sobre praticamente tudo do campo progressista: Karl Marx, reforma agrária, feminismo, marxismo, leninismo, América Latina, movimento negro, etc.

Artesanato

Várias barracas vendiam artesanato regional, roupas e acessórios, para quem quisesse entrar no estilo progressita.

Arte

Entre shows de famosos e desconhecidos, como Martinho da Vila, roda aberta de baião e chorinhos, a riqueza do regionalismo podia ser vivenciada e celebrada na sua essência. Até as crianças tiveram programação especial, com contos africanos, brasileiros e batucada. Um grande espaço para apresentações culturais foi montado.

Política e debate

Diversas personalidades do mundo político e de movimentos sociais, como o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MSTS), Guilherme Boulos, também foram à Feira – não só para passear, mas também para refletir sobre o cenário político-social do país.

Enfim, foram quatro dias de ocupação total do Parque da Água Branca pelo MST. E tudo isso de graça. Quem não compareceu à 3ª Feira Nacional da Reforma Agrária perdeu uma grande festa realizada por pessoas do campo, com muito amor, alegria e demonstração da força que o trabalhador rural tem, quando lhe são dadas as condições de viver dignamente da terra. Ano que vem tem de novo; aliás, todo ano tem. Não perca a próxima, pois vale muito a pena.

Viva a reforma agrária e a luta do MST.

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