Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial | Números ainda envergonham


“A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado. A chance de um homem negro ser vítima de homicídio é 12 vezes maior que a de um homem branco.” (ONU)

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o Sistema ONU Brasil lançou no Mês da Consciência Negra de 2017, a campanha nacional “Vidas Negras”. Imagem: ONU, editada.

No dia 21 de março é celebrado o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em homenagem aos 69 sul-africanos assassinados pela polícia – em Sharpeville, na África do Sul, em 21 de março de 1960 -, por protestarem contra a lei que impedia a livre circulação de pessoas negras nos mesmos locais dos brancos.

Hoje, no Brasil, a população negra ainda é massacrada pelos racismos institucional e estrutural, ferramentas de discriminação racial eficazes, que tornam comum e banalizam o preconceito e a exclusão de negros na sociedade. Os números da ONU Brasil falam por si só.

Campanha nacional “Vidas Negras” da ONU

O Sistema ONU Brasil lançou no Mês da Consciência Negra de 2017 a campanha nacional “Vidas Negras“, um compromisso de implementação da Década Internacional de Afrodescendentes.

A Década é o reconhecimento da comunidade internacional de que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos, e tem a chancela de vários  Estados-membros da ONU. Segundo o documento:

“O programa de atividades da Década convida os Estados a erradicar a pobreza e a exclusão e a permitir participação plena e igualitária da população afrodescendente nas vidas pública, política e econômica. Os Estados devem garantir igualdade no acesso à justiça e proteção igual da lei, eliminar a violência policial e a filtragem racial. Noções de superioridade racial ilegais e sem fundamento e incitação ao ódio ou violência racial e étnica deverão ser combatidos, e qualquer forma de estereótipo deve chegar ao fim.”

De acordo com a ONU Brasil, campanha nacional “Vidas Negras” é chamar a atenção da problemática da população e sensibilizar a sociedade:

“A iniciativa busca ampliar, junto à sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais, a visibilidade do problema da violência contra a juventude negra no país. O objetivo é chamar atenção e sensibilizar para os impactos do racismo na restrição da cidadania de pessoas negras, influenciando atores estratégicos na produção e apoio de ações de enfrentamento da discriminação e violência.”

 

Em data contra discriminação racial, ONU pede promoção da tolerância e respeito à diversidade

 

Números de violência contra a população negra ainda envergonham

Segundo dados da ONU:

Negros são maioria de mortos pela polícia

Das 4.222 pessoas mortas em decorrência de intervenção policial, 81,8% tinham entre 12 e 29 anos e 76,2% eram negras.

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A desigualdade no sistema de Justiça tem cor

Embora sejam 53% das mulheres brasileiras, as negras são atualmente 68% de todas as mulheres no sistema carcerário. As brancas são, respectivamente, 47% do total de mulheres e 31% das privadas de liberdade.

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A violência letal atinge quase três vezes mais a juventude negra, em relação aos brancos.

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Os jovens negros são as principais vítimas de violência no Brasil

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado. A chance de um homem negro ser vítima de homicídio é 12 vezes maior que a de um homem branco.

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