Opinião | Lumpemproletariado: A escória marxista que Jesus amou

Imagem: Ativismo Protestante

Os desprezados, tanto para o capitalismo quanto para o socialismo, foram aqueles que Jesus priorizou para alcançar, socorrer, amar e defender: trata-se do lumpemproletariado.

O termo ‘lumpemproletariado’ aparece nos livros de Marx para determinar a classe mais baixa e desprezível da sociedade, logo abaixo dos trabalhadores. Nela se encontravam pessoas suscetíveis às piores mazelas sociais, pobreza, fome, etc. Marx assim os listou:

“[…] descendentes degenerados e aventureiros da burguesia, vagabundos, soldados exonerados, ex-presidiários, escravos fugitivos, gatunos, trapaceiros, lazarones, batedores de carteira, prestidigitadores, jogadores, cafetões, donos de bordél, carregadores, literatos, tocadores de realejo, trapeiros, afiadores de tesouras, funileiros, mendigos […]”

Embora Marx tenha reconhecido que tais pessoas poderiam ser arrastadas ao movimento revolucionário do proletariado, por sua condição miserável, incapazes de consciência social e política, seriam facilmente corrompíveis, por isso eram vistos com desconfiança e descrédito.

A essa escória da sociedade, que Marx chamou de “massa indefinida, desestruturada e jogada de um lado para o outro”, Jesus voltou seu amor, sua compaixão e seu socorro; jamais os olhando como olharam todos da sociedade, mas dando-lhes esperança e propondo sua inclusão.

“Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem […] Pois, se amardes somente os que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos (os petistas, os tucanos) também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios (os progressistas, os conservardores) também o mesmo?” (Mateus 5: 43-47)

Que amor é esse, que subverte toda a lógica até então estabelecida, levando esse sentimento, tido como possível somente entre pares comuns, a um estado de desordem total? Seria Jesus um anarquista?

Por um lado, creio que amar incondicionalmente foi a tarefa mais árdua que Cristo nos deu; temos falhado vertiginosamente no cumprimento dessa ordenança. Por outro, precisamos realizar isso, se quisermos que a nossa justiça exceda a de Marx e a das outras ideologias.

Eis a grande diferença entre ser cristão e ser socialista, comunista, reacionário ou um próximo qualquer.


Sobre o autor desse artigo

Osmar Carvalho é colaborador do AP em São Paulo .

Acompanhe nossa Coluna Opinião!

Um comentário

  1. site comnista e herege!. Vcs serao cobrados acerca do sange dos cristaos assassinados em maos de socialistas qe vcs enaltecem. Tenho asco de vcs!

    Curtir

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s