Editorial | Feliciano fala de Deus, mas age como Satanás 

O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP), à esquerda, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ). Reprodução.

Não há nada que justifique o apoio de um pastor às ideias radicais e intolerantes do político representante da extrema direita, o deputado federal Jair Messias Bolsonaro, agora filiado ao Partido Social Liberal – PSL. Todavia, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP) invoca as bênçãos de Deus sobre o radical, desejando ardentemente sua eleição para presidente da República em 2018. Na política, falando de Deus, mas agindo como Satanás, Feliciano também apoiou Eduardo Cunha e as reformas de Michel Temer.

A veneração de Feliciano ao extremismo de Bolsonaro beira o absurdo religioso, pois é totalmente incompatível com o amor difundido pelas religiões, inclusive pelo cristianismo, do qual ele diz ser seguidor. Entre as pautas defendidas por Bolsonaro estão: pena de morte, ditadura militar e tortura.

Como cristão, Feliciano deveria pregar a misericórdia, mas, ao contrário, o deputado defende pautas conservadoras radicais, como redução da maioridade penal e criminalização do aborto.

No evangelho de Marcos (12:28-34), Jesus ensinou a um escriba os dois maiores mandamentos: o primeiro, amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e com todas as forças; o segundo, amar ao próximo como a si mesmo. Ao reconhecer a supremacia desses dois mandamentos e reconhecer que eram maiores do que todos os holocaustos e sacrifícios, o homem escuta de Jesus: “Não estás longe do Reino de Deus!”. Um reconhecimento divino pelo espírito misericordioso do aprendiz.

Feliciano também apoiou o ex-deputado Eduardo Cunha e o golpe político de 2016, que cassou o mandato da presidenta Dilma Rousseff. Em vídeo nas redes sociais, o pastor afirmou que  Cunha era seu malvado favorito, e que a cassação de seu mandato foi pecado.

Em relação a Michel Temer, Feliciano votou a favor da reforma trabalhista e à favor do arquivamento da denúncia que pesava contra o presidente, o que o livrou de ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por organização criminosa e obstrução da justiça.

Além de tudo isso, Feliciano demoniza todos aqueles que se opõem politicamente ao seu radicalismo político de extrema direita, taxando-os de comunistas e “esquerdopatas”. Isso acaba gerando perseguição e exclusão dos evangélicos progressistas, já que a maioria desse meio ainda é conservadora.

Se Feliciano tivesse a oportunidade de escutar diretamente de Jesus que o amor e a misericórdia estão acima de qualquer coisa, será que ele se consternaria, como o escriba? Isso não podemos afirmar. Mas, a julgar pelas suas posições políticas, podemos com certeza afirmar o contrário do que Jesus disse aquele homem: Feliciano está muito longe do Reino de Deus!

Acompanhe nossos Editoriais!

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s