Ed René e Alexya, pastora transexual, discutem comportamento sexual e transgeneralidade à luz da Bíblia

ede rene e alexya
A pastora e mulher trans, Alexya Salvador (esq.), e o pastor Ed René Kivitz (dir.). Imagem: Reprodução da internet.

Em uma matéria do portal G1, sobre as dificuldades enfrentadas por cristãos transgêneros nas igrejas, o pastor da Igreja Batista da Água Branca (SP), Ed René Kivitz, e a pastora transexual da Igreja Comunidade Metropolitana de São Paulo, Alexya Salvador, discutiram questões relacionadas a comportamento sexual e transgeneralidade.

Segundo Ed René, a Bíblia trata de comportamento sexual, não de transgeneralidade, e o assunto ainda precisa ser aprofundado:

“Vamos para o Novo Testamento. Há dois textos que são fundamentais: Em Romanos 1:27,  há uma pressuposição de que o uso natural do sexo é a relação heterossexual, e que o apóstolo Paulo estaria condenando o uso homossexual do sexo. Ali está falando de comportamento, não de identidade. Ele não está falando de transgeneralidade”. Em I Corintios 6:9, eu não sei se aquilo que Paulo está condenando lá é a mesma coisa que acontece aqui. O que é prática sexual de um senhor de escravo, que usa seu escravo como propriedade particular, inclusive para satisfação de sua dimensão de sexualidade, é a mesma coisa de uma relação sexual homossexual entre duas pessoas adultas, no século XXI, na cidade de São Paulo. A gente está discutindo isso.”

Já Alexya, que frequenta uma igreja de teologia liberal e evangelho inclusivo, fala de uma leitura sócio-crítica da Bíblia, ou seja, entender os textos bíblicos dentro de um contexto histórico-sócio-político-cultural:

“A Bíblia é clara nos seus textos e no seu dogmatismo […] Lá em Levítico 18:22 é muito claro que maldito e abominável é o homem que deita com outro homem; só que no mesmo capítulo também vai dizer que abominável é o homem que come carne de porco, o homem que gosta de frutos do mar […] Quando você pega um fundamentalista, que lê isso ao pé da letra, e diz que tem que ser assim, todos esse outros aspectos, que não são os aspectos da sexualidade, ele vai dizer assim: “Isso era naquela época, hoje já não é mais”; mas isso não serve para o gay, não serve para a lésbica e não serve para a pessoa trans.

Veja o vídeo abaixo!

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