Editorial | 1 ano de Ativismo Protestante

I de maio de 2017 - Av Paulista-SP
1º de maio de 2017, Dia do Trabalhador – Av Paulista-SP. Imagem própria.

A ideia que surgiu da indignação e da revolta com a politicagem nas igrejas ganhou vida no dia 13 de dezembro de 2016: surgia no Facebook um Ativismo Protestante (AP). O slogan era simples, mas abrangente – “Liberdade de expressão e senso crítico” – direitos humanos que o criador do AP não tinha em sua igreja. Onde seria possível fazer uso desses direitos, sem opressão, sem censura, sem ameaças? Dentro da igreja? Não! Nas ruas e nas redes. Haveria mais “rebeldes” por ai? Sim, graças a Deus!

A princípio, a ideia era contingencial, ou seja, poderia ou não acontecer, permanecer. Vibração a cada número múltiplo de 10 de seguidores: 10, 100, 1000…18.000! Alguns seguindo por ódio, outros por amor. Crescimento curioso: mais de 1.000 seguidores por mês.  Quem eram essas pessoas? Não eram esperadas, ainda mais em um meio tão conservador, como é o dos evangélicos. Havia mais renegados, e eram muitos, contrariando o ceticismo do próprio AP. Alentador!

Voluntários começaram a se oferecer para colaborar na página; veio o site, com colunas de opinião, de humor, de teologia, de entrevistas, de igrejas, de direitos humanos, e os editoriais – as opiniões do AP. Foi o espaço sócio-digital que encontramos para abrigar e compartilhar tantas boas ideias.

Algumas ideias foram desenvolvidas para canais específicos, como as Notas Literárias no Facebook, resumos de livros importantes para a humanidade, para estimular a boa leitura. Também no Facebook, temos a Bíblia Social, uma espécie de evangelho falado na linguagem dos contextos em que ocorreram, ou reescrito sob uma visão progressista. No Youtube ainda está maturando a ideia de um canal com vídeos próprios; um projeto audacioso e desafiador.

Finalmente, as ruas, o apogeu dos ativistas, onde todos se encontram; várias tribos, religiões, ideologias…vários deuses. Bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha cortando o ar, sem destino certo; poderia ser eu, ou você, ou o transeunte. Ali, na rua, ninguém parece ser de ninguém. Nada interessa, só a luta em comum, que pode se contra políticos, leis, perda de direitos, violações de direitos humanos, enfim, injustiças em geral.

Em um ano de amor e ódio, tudo valeu a pena… Até aqui nos ajudou o Senhor!


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