Pedro Almeida | Não há “partido” por trás do Projeto Escola sem Partido?


“Que tal parlamento sem partido/ideologia? Um absurdo, né!? Idem escola sem partido.”

Pedro Almeida 2
Pedro Almeida. Foto própria.

Galera da escola sem partido (uma baboseira sem tamanho), responda uma coisa: se eu falar “graças a Deus por isso”, “graças a Deus por aquilo”, não seria um posicionamento ideológico religioso?

Não estaria ensinando (indiretamente) ao aluno que há uma divindade por trás de toda realidade? Isso seria doutrinação? Posso falar “graças a Deus” em sala de aula? E se eu fosse ateu? Poderia manifestar a minha não – crença?

Lembrando que quem está encabeçando tal projeto é a Bancada Evangélica. Neutra? Que tal parlamento sem partido/ideologia? Um absurdo, né!? Idem escola sem partido. Com isso ( tal projeto) não estariam dando um tiro no próprio pé?

Em uma escola com 100 professores, 92 acreditam e manifestam em uma fala ou outra sua crença em alguma divindade. E aí? Não estaria influenciando o/a aluno/a?

Falar “graças a Deus” é um tácito posicionamento teológico. Posso?


Sobre o autor do artigo

Pedro Almeida é formado em História e professor estadual da rede pública, em São Paulo.

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