20 anos sem Paulo Freire, mas sua obra segue ensinando


“Aprendemos na prática que grandes homens e grandes mulheres continuan nos ensinando, mesmo quando não estão mais entre nós.”

Paulo Freire. Reprodução da Internet.

Em 02 de Maio de 1997 faleceu na cidade de São Paulo o maior educador brasileiro, o pernambucano natural de Recife, Paulo Freire. Se estivesse vivo, Paulo Freire completaria hoje 96 anos. Nós o perdemos (fisicamente), porém seu legado jamais será perdido.

Aprendemos na prática que grandes homens e grandes mulheres continuan nos ensinando, mesmo quando não estão mais entre nós. É assim, por exemplo, com Madre Teresa de Calcutá, Olga Benário, Luther King, Nelson Mandela, Gandhi, etc. Se fizermos uma galeria com as imagens de pessoas que contribuem positivamente (mesmo após a morte) por um mundo melhor, esses nomes estarão nela e também Paulo Freire.

Conhecido como o “Patrono da educação brasileira”, Paulo Freire dedicou sua vida à educação de jovens e adultos, conseguindo resultados favoráveis numa época em que 40% da população brasileira era analfabeta.

Autor de grandes e importantes obras – dentre elas a mais conhecida, “Pedagogia do oprimido” (1968) -, Freire consegue nortear educadores e educadoras não só no Brasil, mas em todo o mundo, principalmente pelos lugares por onde passou após sofrer com o exílio aplicado pela ditadura militar, em 1964.

Mesmo após 20 anos da sua morte – e com tantas difamações e histórias infundadas que se espalham pelas redes sociais, com tamanha injustiça que tenta macular o legado de Paulo Freire -, há também um encorajamento em seus escritos, e todos os que lêem sob uma ótica libertadora e conhecedora da realidade brasileira, reconhecendo que a mesma só passará por mudanças através da educação, sabem disso e tomam partido ao lado deste libertador. Isso é o mínimo que pode ser feito para manter vivo o seu legado.

Haja o que houver, até mesmo “Escola Sem Partido”, perseguição aos educadores, falta de investimentos na educação ou quaisquer outras situações adversas, acreditamos na força das educadoras e dos educadores brasileiros que utilizam os ensinamentos desse grande homem para transmitir sabedoria as suas alunas e aos seus alunos, até que de fato alcancemos uma educação libertadora.

Penso que homenagear Paulo Freire, na data em que se comemoraria seus 96 anos, é também homenagear os mestres brasileiros que dedicam suas vidas à profissão docente, mesmo que especificamente não seja o dia dos professores.

Acredito plenamente que a educação muda as pessoas; e elas mudarão o mundo.


Sobre o autor desse artigo:

Alain Oliveira é casado com Wanessa; estudante de geografia na Universidade Federal de Alagoas (UFAL); estudante de teologia no Seminário Teológico Batista de Alagoas (Setbal); membro da Primeira Igreja Batista em Tabuleiro (Maceió/AL) e seminarista pela mesma igreja. Trabalhou durante três anos com população de rua, conhece bem as injustiças cometidas com essas pessoas.

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