A Páscoa redentora do bandido da cruz


Por Osmar Carvalho*


“O perdão de Deus é vida, nunca morte.”

Santuário de Bom Jesus de Matozinhos: conjunto arquitetônico, paisagístico e escultórico
Santuário de Bom Jesus de Matozinhos: conjunto arquitetônico, paisagístico e escultórico. Foto: Ricardo André Frantz. Redimensionada. Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0

Definitivamente, não há justiça na frase “bandido bom é bandido morto”, tampouco na execução dessa ideia. Jesus nos ensina isso de forma incomparável, ao levar consigo ao paraíso, no momento de sua terrível dor e morte, um transgressor da lei – mostrando o que realmente importa nesse caso: a recuperação do ser humano.

A Bíblia não menciona os nomes daqueles dois bandidos que estavam crucificados com Cristo, suas origens, seus familiares, suas histórias de vida, porém traz esse relato especial da hora da morte de Jesus. Mateus e Marcos se limitaram a anotar seus escárnios contra o Mestre, mas somente Lucas teve a sensibilidade de dar ênfase ao perdão concedido a um dos malfeitores, deixando esse relato do amor cristão aos seres humanos, independente do que tenha feito.

Obviamente, Jesus é a figura principal na narrativa bíblica, isso é o suficiente para aceitar que outros personagens não sejam tão relevantes. Todavia, reza a lenda que se chamariam Dimas e Gestas, sendo Dimas o perdoado, não somente por ter temido a Deus, mas também por ter acreditado na divindade de Jesus e na sua ressurreição dos mortos. Quando se trata de salvar vidas, o nome não é o elemento mais importante.

O comportamento dos condenados, inicialmente, foi de ataque e zombaria contra Jesus, mas algo aconteceu nos minutos que antecederam suas mortes, levando um deles ao arrependimento. O perdão de Deus é imediato, não há questionamento, não há dúvidas, não há ressentimentos. O perdão de Deus é mais do que desejamos e pedimos; aquele facínora arrependido ganhou de presente um paraíso, um lugar inimaginável, incomensurável pela mente humana. O perdão de Deus é vida, nunca morte.

Jesus buscou os malfeitores, os criminosos, os degenerados e os doentes, a fim de libertá-los das amarras de suas culpas, através do perdão e da regeneração de suas almas. Uma lição clara: Vidas importam, pessoas vivas importam!

Há verdadeira justiça na recuperação do caráter do ser humano. Por medidas socioeducativas? Sim! Mas principalmente através do poder da ação redentora de Cristo.


Sobre o autor desse artigo

*Osmar Carvalho é engenheiro e colaborador do Ativismo Protestante em São Paulo.

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